Alguns dias depois de chegar em Brasília, conhecer a congregação e desempacotar um pouco da mala, era hora de achar um lugar para chamar de lar. Esta seria a primeira vez que eu e o Rodrigo, meu colega de quarto, iríamos procurar um lugar pra viver. Alguns amigos deram dicas de sites de imobiliárias e outros lugares onde poderíamos encontrar locais bons e ainda não sabíamos em qual cidade-bairro procurar. Como Samambaia tem a fama de ser um pouco perigosa e o nosso território envolve metade do Distrito Federal, nossa idéia era morar em alguma cidade-bairro que fosse dentro do território mas ao mesmo tempo que nos permitisse ir para o Plano de maneira fácil. E novamente, sentimos em primeira mão o amor dos nossos irmãos daqui de Brasília!
Miguel e sua esposa Nádia (o Miguel é irmão da Sandra, que praticamente nos adotou), assim que souberam que estávamos procurando um lugar, perguntaram se nós não gostaríamos de ficar no apartamento em que eles estavam antes de se se mudar para onde estão vivendo atualmente e assim, ao invés de terem que guardar toda a mobília do apartamento num depósito, nós cuidaríamos dela para eles e não precisaríamos comprar muita coisa para nós.

Na sexta a Sandra nos levou para conhecer o apartamento e nós gostamos bastante dele. Não era pequeno demais, estava bem mobiliado, era um apartamento bem simpático. Eu e Rodrigo já estávamos quase certos de que provavelmente ficaríamos ali, mesmo com o condomínio sendo um pouco mais caro do que nós gostaríamos de pagar. Mas uma outra irmã do grupo de inglês de Samambaia também havia oferecido uma casa para aluguel e nós decidimos dar uma olhada lá também.
Quando vimos a casa, quase nos apaixonamos por ela. Era bem grande, com três quartos, uma garagem/varanda enorme e novinha. O aluguel também era um pouco mais barato que o apartamento, com o único revés de ser longe do metrô. Mas tinha um ponto de ônibus perto que funcionaria bem para nós. Após pensar por um tempo e conversar com outros irmãos, decidimos alugar a casa.

Então fizemos uma proposta para o Miguel e a Nádia. Que tal se, ao invés de levar todos os móveis do apartamento deles para o depósito, levar para nossa nova casa? Nós cuidaríamos da mobília, eles não teriam que pagar um depósito e nós não iríamos gastar dinheiro mobiliando a nova casa. Eles gostaram da idéia e marcamos um dia para a mudança. Ajudamos a empacotar, embrulhar e desmontar tudo que havia no apartamento e ajudamos a carregar o caminhão – fomos até elogiados pelo motorista, dizendo que nós não enrolávamos no serviço!
Miguel nos ajudou a montar os móveis dele na nova casa e no dia seguinte, o dono da casa que estamos alugando perguntou se nós não gostaríamos de um fogão. A mãe dele estava com um fogão parado em casa e nós poderíamos usá-lo. Em apenas um fim de semana, tínhamos uma casa com sofá, rack de tv, geladeira, mesa, estantes, pia, fogão e dois microondas!
Ainda faltam algumas coisas para ajeitar na casa (até o presente momento ainda não temos uma máquina de lavar) mas uma enorme parte dos gastos que nós prevíamos ter foi providenciada pelos nossos queridos irmãos de Brasília e Samambaia. Parece até exagero, mas Jeová tem ajudado até além do necessário com a nossa mudança.
Mas a melhor parte ainda está para ser contada… Como é o campo por aqui? Logo logo iremos contar algumas experiências super interessantes!

Muito legal! Parabéns pela disposição meninos! Com certeza essa não será a única das provisões que Jeová dará pra vocês que decidiram depender ainda mais dele saindo da zona de conforto e expandindo o ministério.
Vou estar ansiosa para ler as experiências!
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