Resumo da saga Terminal III

Terceiro Livro

Johan – Um garoto que ganhou um poder especial e está decidido a continuar o ciclo

Miguel – Melhor amigo de Johan que adquiriu um poder especial e está decidido a quebrar o ciclo.

O terceiro livro começa com a batalha entre Miguel e Johan dentro do terminal, enquanto o mundo é recriado. Eles no fim saem no sétimo mundo, um mundo num ambiente pós-apocalíptico. Assim que eles são “cuspidos” no sétimo mundo pro terminal, uma anomalia faz eles serem jogados cada um prum canto do mundo. Johan começa a entender que o sistema funciona da seguinte maneira: Para criar vida, o programa cria um protótipo de mundo e o popula com vida e começa a analisar os bugs e vai corrigindo de pouco em pouco para chegar na versão final. Porém em seus testes, os bugs começaram a se acumular e o sistema se viu forçado a “apagar” a versão atual e recomeçar uma nova, baseado num backup da última atualização do mundo anterior, com mudanças aplicadas. Imagine o desenvolvimento de um programa, com várias versões, testes de bug, crashes do sistema, etc. Agora eles estavam na sétima versão do mundo, mas o próprio programa de criação de vida já estava com bugs acumulados do sexto, por isso o sétimo mundo é um mundo com quase nada.

Nesse mundo, os Imdionach estão em modo Berserk e estão destruindo a tudo e todos. Aos poucos a resistência (os mesmos personagens da organização secreta do quinto mundo e do exército do sexto mundo) vai se esvaindo, mas os próprios vírus também estão batalhando entre si. Essa versão do mundo é super bugada e as pessoas mal tem personalidade própria, apenas funções. Eles estão no mundo com mais bugs do sistema até então. Aos poucos as próprias pessoas começam a dar erro e apagar sozinhas. Está tudo em colapso. Então Johan tem a idéia de usar sua chave do terminal para restaurar todo o sistema para um backup funcional. Ele começa a bolar um plano de ir até a porta do terminal, mas agora ele não consegue encontrar a porta do terminal. Com tantos erros, não existe mais entrada ou saída, o sistema está entrando em colapso geral. Mas apenas uma estrutura ainda está intacta. Existe uma torre negra no centro daquele mundo. Johan desconfia que indo para lá ele vai conseguir achar a porta do terminal. Na sua viagem até a torre, praticamente todos os Imdionach e pessoas se destruíram. Agora o mundo é um grande deserto desabitado com ruínas espalhadas por todo o canto.

Durante a viagem, Johan começa a relembrar seu passado. Como ele era um garoto inocente que sonhava em ser um herói, como ele descobriu que fazer parte de um organização secreta não é que nem os filmes. Ele relembra como ele se sentiu quando Lina morreu e como ele cresceu desde então. De um garoto inocente para uma pessoa magoada e triste. De uma pessoa desesperada para uma pessoa furiosa. De como ele recobrou a memória e decidiu lutar pelo que ele amava e pelo que ele perdeu. De como aos poucos, ele virou quem ele é, uma pessoa que carrega o peso da perda e da responsabilidade em suas costas e como ele decidiu lutar pelo que ele amava, não por querer ser um herói, mas por acreditar que aquilo era o certo.

Nisso, o livro vai para a fortaleza dos Imdionach no quarto mundo, que está toda destruída. Kyle aparece e vê o corpo de King e então ele tira seu cristal do colar e faz o corpo absorver aquele cristal. King volta a viver, por causa do poder do cristal. Kyle explica um pouco da situação pra ele e pergunta se ele lembra disso tudo. Ele amargamente diz que sim. Então Kyle diz que ele já sabe o que tem que fazer.

A livro volta novamente para Johan, que chega até o palco da batalha final, uma torre, a única construção naquele mundo. O sétimo mundo virou um deserto desolado apenas com aquela torre e a porta do terminal está bem acima da torre. Ele sobre até o topo, onde Miguel o espera. Eles conversam, tentando convencer um ao outro de sua opinião.

Miguel decidiu que o ciclo precisa acabar. Por mais que ele sacrifique toda a vida existente, o ciclo será quebrado e a erradicação das pessoas “de cima” não irá ocorrer mais. Johan argumenta que ele irá fazer um genocídio ao quebrar o ciclo e as pessoas de “cima” tem que arcar com suas consequências. Miguel diz que se ele completar o sétimo mundo com as chaves do terminal, o ciclo vai continuar e alguém vai tentar criar a vida. Eles iriam virar as pessoas “de cima” e a aniquilação de todos aqueles já estava predestinada, por isso ele preferia matar a todos ali e parar com o ciclo. Johan diz que ele não vai deixar o ciclo continuar, mas que ele vai continuar vivendo. Miguel diz que todos eles já estão mortos, mas Johan diz que ele vai salvar todos porque tudo está armazenado no terminal. Se Miguel entregar sua chave, ele vai conseguir recuperar tudo. Miguel diz que então eles não tem mais nada a conversar. A batalha então tem início. Só eles dois existem nesse mundo, batalhando para quebrar ou continuar o ciclo.

Johan está em desvantagem porque ele está confuso. Lina está morta. Ela desapareceu. Ele não tem a chave dela, ele não sabe se consegue vencer, ele tem dúvidas quanto a continuar ou quebrar o ciclo e por isso, ele vai perdendo a batalha, até ser encurralado por Miguel. Mas quando ele pensa em desistir, ele sente que mais alguém está chegando à torre. Ele reúne suas forças e decide resistir até aquela pessoa chegar na torre. É uma batalha contra o tempo. Então, finalmente, Lina (sim, a Lina do quinto mundo, a Lina que morreu!) aparece no palco da batalha final.

Ela prontamente se junta à batalha e juntos, com muito esforço, eles conseguem dar um golpe mortal em Miguel. Lina e Johan juntos retiram o cristal que Miguel roubou do Johan do quarto mundo e juntos, abrem a porta do terminal e reescrevem o mundo, que vira um paraíso e Miguel é apagado. Johan e Lina no momento são as únicas pessoas na torre e ele pergunta a ela como ela está ali. Ela não sabe explicar, mas de repente, ela acordou naquele mundo desolado e sentiu a presença de Johan e ela foi até ele. Eles se beijam.

Então diante deles aparece um Imdionach enorme, como se fosse o chefe. Johan e Lina se preparam para lutar, mas o Imdionach se transforma em duas pessoas, um homem e uma mulher, que tem traços familiares para Johan. A mulher diz ser Laud e o homem se chama Zeor. Eles explicam que Laud foi a criadora dos mundos e Zeor foi enviado para destruí-la, mas no fim, acabaram se fundindo, após uma feroz batalha. Fundidos, ele reteve tanto a vontade de destruir os mundos quanto de terminar o ciclo. Incapaz de lidar com duas vontades contrários, ele cria uma suspensão no sistema, que foi o quinto mundo, onde o ciclo congela num mundo aparentemente sem bugs, mas incompleto. Incapaz de continuar com o ciclo nem quebrá-lo, Laud-Zeor não conseguia fazer nada senão proteger a suspensão que havia criado e isso resultaria na destruição dos mundos de cima e de baixo, mas Johan apareceu e fez uma escolha. A escolha dele destruiu a suspensão e possibilitou Laud e Zeor a se separarem. Eles na verdade eram amantes no mundo acima. Agora eles poderiam continuar juntos para sempre, como parte da programação do novo sistema que foi criado.

Eles explicam também que os cristais do poder, os azuis e vermelhos, eram apenas chaves de acesso ao poder dos Imdionach, mas que o cristal verde era a chave do terminal (então era algo igual à chave que Lina tinha dentro dela) e foi graças ao poder do cristal verde que Johan conseguiu vencer. Agora que Johan escolheu cuidar deste mundo, Laud e Zeor dão o poder dos Imdionach para Johan e Lina e dão a tarefa deles cuidarem desse novo mundo, para que a tragédia não se repita. Laud e Zeor trancam a entrada do terminal, que pode ser usado para inicar o programa de criação de vida, e espalham as chaves ao redor do mundo. Então juntos, eles são absorvidos pelo sistema.

De uma janela de dentro da torre, o livro muda para King e Kyle. Eles conversam entre si. É revelado que King usou o cristal que ele tirou de Miguel (que ele fingiu ter destruído mas não destruiu) para resgatar a memória de Lina (a do quinto mundo). Kyle pergunta o que ele vai fazer. Ele decide virar um observador do mundo que Johan e Lina vão criar, porque ele já sabe o que vai acontecer mesmo e diz que vai intervir quando o momento chegar, mas ele ri e diz que Kyle já sabia disso. Quando King pergunta o que Kyle vai fazer, ele sorri e diz que já cansou dessa brincadeira de ciclos e está com vontade de conhecer um lugar novo e então eles se separam. A narrativa volta para Johan e Lina olhando o horizonte daquele mundo desabitado. Eles vão ter a tarefa de organizar e conduzir aquele mundo e zelar pelo fim do ciclo dos mundos. O terceiro livro termina aqui.

Resumo da saga Terminal II

Segundo Livro

Kyle – Velho misterioso que se torna o mentor de Johan

Miguel – Um general dos Imdionach

O segundo livro começa num ambiente cyberpunk, um pouco steampunk. Imagine o cenário de Gumm. Johan trabalha num local onde vendem sucata e ele gosta muito de construir coisas. Ele tem uma paixão secreta por Lina, que trabalha no mercado de comida de sua pequena cidade, mas Lina mal conhece Johan. Ele tem uma vida razoável, mas ele e sua família tem pouco dinheiro. O segundo livro vai contando um pouco da vida dele, do comércio, das atrações do local onde ele vive e o leitor começa a perceber que esse Johan, apesar se se parecer, não é o Johan do primeiro livro, nem Lina, nem os outros personagens. Todos eles tem os nomes dos personagens do primeiro livro, mas é como se fossem as mesmas pessoas recomeçando a história num ambiente diferente. Apenas Miguel não está nessa história. Esse mundo vem recebendo ataques terroristas com frequência e todos tem medo. Então, Johan recebe a visita de um velho que usa um monóculo, um manto vermelho e uma barba branca. O físico dele é bom, bem definido. Imagine o Rayleigh de One Piece (vale a pena jogar no google só pra ter uma idéia do rosto). Esse velho começa a visitar regularmente o Johan e jogar papo fora, mas ele vem com uns papos meio estranhos de dimensões e mundos. Johan se sente estranho com o velho, como se já o conhecesse, mas ao mesmo tempo, tem medo de se envolver mais com ele.

Mas o velho continua a bater papo com Johan e atiça sua curiosidade sobre o trabalho dele. O nome do velho é Kyle e ele é um alquimista e começa a perguntar se Johan se sente perto dele. Quando Johan diz que sim, Kyle diz que é porque ele não está vivendo a sua vida de verdade. Se ele quiser saber a verdade e porque ele está se sentindo desconfortável, para ir com ele e abandonar tudo. Johan pensa bastante e decide abandonar tudo e seguir Kyle. Kyle então, começa a explicar sobre um mito antigo de que os homens a muito tempo atrás foram criados por deus e que se distanciaram dele, passaram por muitos problemas, até que depois de muita desgraça, eles viram a burrice que fizeram e conseguiram se reconciliar. O mundo, após tantos problemas, virou um paraíso e as pessoas eram felizes e viviam para sempre… (imagine uma versão do que a gente aprende na bíblia). Mas existia uma condição. Eles nunca deveriam tomar o papel de deus para eles, tentando criar vida a partir do nada. Só que após milênios, depois de muito avanço e muito aprendizado, os humanos se tornaram arrogantes e decidiram se tornar deuses. Eles iniciaram o processo para criar vida. E quando eles completaram sua criação, a maldição de deus caiu sobre eles. Todos naquele mundo foram destruídos e a vida que foi criada tomou seu lugar.

Nisso, Kyle pega uma nave espacial (sim, a mesma nave que tinha no primeiro livro!) que Johan julga ser familiar e juntos eles fazem uma viagem estelar até a porta do terminal. Kyle então tira um cristal que estava pendurado num colar por debaixo da camisa e abre a porta, onde eles entram. Após entrar, tudo fica meio confuso (tipo uma viagem de dobra do star trek) e pouco após a viagem, eles saem do terminal e voltam para a terra. Quando eles chegam nas coordenadas da terra, eles vêm um planeta destruído (imagine bem aqueles planetas com rombos e tal) e pedaços de naves em sua volta. Kyle e Johan saem com seus trajes espaciais e adentram numa nave igualzinha à de Kyle. Dentro dessa nave, Johan se depara com um corpo dele mesmo, sem vida. Quando ele encosta no corpo, todas as memórias do primeiro livro entram em Johan.

Kyle então explica para ele que o mito é real e que eles são um protótipo de vida criado pelas pessoas “de cima”. Eles são um projeto de vida que ainda está em progresso. Eles estão no que sobrou da quinta versão do mundo e eles vieram da sexta versão (a versão steampunk). Antes desse mundo destruído que eles estão vendo tiveram quatro projetos anteriores que deram errado. Os Imdionachs na verdade, são agentes do sistema de criação de vida. Quando eles detectam alguma anomalia no sistema (leia um bug no código, que trava o programa), eles são acionados para destruir esse código defeituoso. Eles estavam funcionando bem até o quarto mundo, mas alguém se infiltrou e corrompeu os próprios agentes imunológicos daquele projeto e agora está usando os Imdionach para destruir toda e qualquer vida dentro do sistema. Como na história do mito, se o projeto de vida for completado, as pessoas “de cima” deixam de existir e eles, as pessoas “de baixo”, passam a ser as pessoas “de cima”. Porém, isso gerou um ciclo de reboots eternos do mundo. Tecnicamente, este ciclo é eterno, mas alguém quer quebrar o ciclo destruindo toda a vida “de baixo”, dentro do projeto, para então quebrar o ciclo e preservar a vida das pessoas “de cima”.

Kyle então diz que Johan é especial, porque ele adquiriu um poder que ninguém no sistema tem. Ele é a maior anomalia, porque ele tem o poder para lutar contra os Imdionach e preservar o ciclo, salvando a todos deste programa de criação de vida; e também tem o poder de destruir aquele projeto de criação de vida e terminar o ciclo, com o sacrifício de todas as pessoas vivas daqueles mundos “de baixo”.

Johan ainda está muito confuso com toda essa história, então eles voltam pro sexto mundo, mas agora Johan tem as memórias de sua versão do quinto mundo. Tudo é diferente para ele agora. Ele vê Lina novamente e sente uma sensação estranha. Ele ama Lina, mas aquela Lina não é a Lina que ele amou. Isso frustra Johan, mas ao mesmo tempo ele vê como uma pessoa faz falta. Johan não quer morrer. Quando ele lembra do amor que sente por Lina, ele vê que mesmo sendo um projeto sem conlusão, eles já são seres vivos e exterminar toda a vida por causa de um projeto arrogante das “pessoas de cima” é algo que ele acha errado. Então ele volta para conversar com Kyle e diz que ele quer lutar para preservar a vida. Kyle então diz que para isso, eles precisam ir para uma versão mais antiga do mundo, a quarta versão.

Eles voltam para a nave e fazem a viagem. Nisso, Johan pergunta várias coisas a Kyle, como ele também tem um cristal verde, como ele tem a chave do terminal, mas Kyle não explica nada e isso frustra Johan. Quando eles chegam no quarto mundo, se deparam com uma fortaleza flutuante gigante num céu travado no entardecer. Aquele é o quartel general dos Imdionach. Eles tem um plano de infiltração para destruir o líder dos Imdionach e assim preservar a continuação do ciclo, mas ao mesmo tempo. Aqui é narrado uma missão de infiltração estilo Metal Gear Solid até que eles chegam na sala do “rei”, onde Johan descobre que o real vilão é ele mesmo, sua versão do quarto mundo. O Johan do quarto mundo é o lider dos Imdionach e Miguel está ao lado dele. O Johan do quarto (que vamos chamar de King, pra não confundir) mundo está decidido a destruir o ciclo e Miguel, seu melhor amigo, está de pleno acordo, mesmo que para isso, ele tenha que lutar contra o Johan do quinto mundo.

Uma batalha épica então acontece, onde Johan batalha contra Miguel (e Miguel agora tem o poder de um cristal vermelho e a chave que ele tirou do corpo da Lina do quinto mundo, que dá um poder fenomenal) e Kyle batalha contra King. A batalha entre Kyle e King mundo não é narrada no livro. O que acontece é que quando Johan e Miguel estão para dar o ataque final, King grita para eles pararem de batalhar. Miguel e Johan obedecem e King pede a chave de lina para Miguel. Ele destrói o cristal de Miguel e desfaz a linha de comando dos Imdionach. Kyle conseguiu convencer de alguma maneira o King a mudar de idéia, mas isso não é descrito no livro ainda. Johan e Kyle voltam para o sexto mundo, Deixando King e Miguel lá. Quando eles chegam no sexto mundo, Kyle se despede de Johan e diz que ele fez a coisa certa. Johan continnua com sua vida normal, agora sem os ataques terroristas. Parece que o mundo mudou para melhor e agora eles tem paz. Mas Johan ainda sente que algo está errado.

Nisso a história volta pro quarto mundo, onde King diz que não há mais necessidade de parar o ciclo e Miguel se desentende, luta e mata ele, tomando dele o seu cristal de poder e reativando os Imdionach. Agora o mestre dos vírus é Miguel e ele lança um ataque colossal ao sexto mundo, como a batalha que aconteceu no final do primeiro livro. Quando Johan vê os sinais claros dos vírus, ele corre pra casa de Kyle e tenta achá-lo, junto com sua nave, mas não consegue. Então ele se refugia em um local deserto onde passa a construir sua própria nave.

Nisso, Miguel começa uma destruição mundial e uma força de resistência é formada (cujos integrantes são as versões do sexto mundo dos agentes da organização do quinto mundo), mas a resistência não consegue lutar com Miguel e eles vão perdendo várias batalhas. Nisso, Johan consegue construir uma nave, ele consegue escapar das batalhas até chegar na porta do terminal. Agora os mundos estão sendo fundidos, o sexto e o quarto mundos estão se fundindo, então não tem mais espaço, apenas um céu travado no entardecer, onde as batalhas ocorrem. Miguel e Johan lutam, mas no fim, o real objetivo de Johan não era vencer Miguel, mas sim abrir o terminal com seu cristal verde, que ele percebe que também é uma chave do terminal. Assim, ele consegue trazer para a batalha as naves e equipamentos que foram usados na batalha do quinto mundo e apesar de não conseguir transferir as memórias dos agentes do quinto mundo pra suas contra-partas do sexto mundo, ele consegue puxar a ligação que Johan tinha com eles então todos eles o consideram o líder na batalha e assim a batalha se equilibra… Mas o céu começa a rachar e quebrar e bugs começam a acontecer em todo lugar. Johan e Miguel percebem que o sexto mundo foi considerado um erro incorrigível pelo sistema e um sétimo mundo está sendo construído. Para evitar de perder a memória, ambos entram no terminal e o segundo livro acaba aqui.

Resumo da saga Terminal I

Primeiro livro

Personagens principais:

Johan – Protagonista

Lina – Garota por quem Johan está apaixonado

Miguel – Melhor amigo de Johan, se conhecem a muito tempo

Laud-Zeor – Chefe da organização secreta que luta contra os Imdionach

Imdionach – Os vírus que assolam o mundo atual, tentando corrompê-lo

Johan é um garoto normal, com uma vida normal, apaixonado pela Lina (uma garota da mesma idade dele, ruiva de olhos verdes) e que tem um melhor amigo chamado Miguel. Ele gosta da vida dele, mas no fundo, ele sempre sonha em presenciar um evento surreal, que tire sua vida da mesmice. Algo como ser um herói num dos desenhos que ele gosta de ver. Um dia, porém, voltando da escola, ele passa por uma loja de antiguidades e vê uma espada super louca na vitrine. Ele fica olhando e decide entrar pra ver a espada. Dentro da loja não parece ter ninguém, mas quando ele chega mais perto, um velho vem falar com ele. O velho deixa ele pegar na espada e quando o faz, o cristal que estava engastado na empunhadura muda de cor, de verde para preto. Depois, Johan agradece e sai da loja, pensando ter feito um novo amigo. Mas depois, quando ele volta pra loja, ela não está mais lá. Então aos poucos coisas estranhas começam a acontecer, ele começa a ser seguido por uns caras de terno preto e óculos e ele começa a se sentir observado constantemente. Ele conversa um pouco sobre isso com Miguel, que acha que é brincadeira. Um dia, ele voltando pra casa é abordado pelos caras de terno que cercam ele e querem levá-lo num carro, mas outros caras aparecem e um tiroteio começa. Ele tenta se proteger e no fim, até leva um tiro. Os caras que chegaram depois exterminaram os homens de terno. Johan quer ir para o hospital, mas os caras o colocam num carro que decola (back to the future feelings) e nisso, Johan desmaia por falta de sangue.

Ele acorda numa cama, olha pra janela e vê o espaço. Ele nota que o ferimento já está praticamente bom. Nisso um cara bem grande entra na sala e se apresenta como Laud-Zeor. Ele começa a explicar o que aconteceu. O mundo está sendo atacado por uma espécie de vírus, que eles chamam de Imdionach. Ainda não se sabe muito bem o objetivo desses “vírus”, mas claramente eles são nocivos ao planeta e às pessoas, pois tem assassinado várias pessoas importantes no mundo, como presidentes, agentes da paz, etc. Eles tem um poder especial de “apagar” as pessoas, mas a organização secreta do Laud-Zeor tem poderes para lutar contra esses vírus. Sem esses poderes, não é possível se proteger. Eles têm o formato de cristais azuis e os vírus tem sempre um cristal vermelho acoplado neles. E Laud-Zeor explica que Johan acabou absorvendo um desses cristais por acaso, embora o dele seja verde. E então, agora que ele tem poder, ele tem que decidir o que fazer. E Johan decide lutar contra os vírus, porque sempre sonhou em ser um herói. Forjam um funeral para ele e agora, ele morreu para o mundo e virou um agente da organização.

Ele começa a agir nas missões lutando contra os Imdionach (pense uns episódios estilo agente secreto), intercalados com sessões de treinamento de como lutar, aprender a atirar, a lutar com espadas, etc. Contra os vírus low-level, pistolas e armas de tiro servem, mas contra os “generais” dos vírus, somente atacando com o poder do cristal, que se manifesta com armas brancas. Ele escolhe uma katana como arma. Daí segue uma sequência de missões e batalhas, onde ele encontra um “general” que também usa uma katana, se parece um samurai e aparenta gostar de batalhar contra Johan (imagine o Jin-E do samurai x). Ao mesmo tempo, Laud-Zeor está pesquisando junto com Johan e uma equipe de onde os vírus vem, para poder destruí-los na fonte e descobre uma anomalia temporal em um setor do espaço. Após muita pesquisa e viagens com naves para monitorar o local, eles descobrem o que seria uma “porta” no espaço, mas eles não conseguem atravessar a porta, como se a entrada estivesse numa quarta dimensão. Mas eles captam um sinal da porta que pode ser respondido. Eles julgam que essa resposta é uma chave para abrir a porta e descobrem um sinal semelhante vindo da terra, de uma pessoa. E… surpresa! É da garota que Johan gosta, Lina. Então a nova missão de Johan é se infiltrar perto dela e observá-la (e protegê-la também).

Nissoo, Miguel está desconsolado pela morte do amigo, mas lembra que poucas semanas antes de morrer ele comentava que estava sendo seguido. Miguel começa uma investigação doentia porque quer saber o que realmente aconteceu com seu melhor amigo e nessa, ele sem querer se depara com os vírus, que o capturam e o levam embora.

Voltando pro Johan, ele usa um disfarce que faz a aparência dele mudar na visão das pessoas, então ninguém sabe quem ele realmente é, para observar Lina. No início ele fica de observador mas aos poucos, sem querer, começa a interagir com Lina, pois ela começa a notar ele. Eles começam com um relationamento complicado, porque Johan ama ela, mas sabe que não pode se envolver e ela começa a se interessar por ele, por ser uma pessoa tão misteriosa (aqui eles devem estar com uns 18~20 anos). Eles saem juntos, Lina abre seu coração pra ele e começa a se apaixonar por ele. Aos poucos o disfarçe vai parando de funcionar para Lina e ela começa a perceber que ele é de fato Johan. Essa é a parte mais mellow da história, mas com algumas pitadas de lutas com vírus que tentam capturar Lina. Ser salva por Johan só aumenta o que ela está sentindo.

Quando Lina finalmente tem certeza que ele é o Johan e ele declara seu amor por ela, eles são atacados novamente pelos vírus, mas dessa vez o “general” é o próprio Miguel, portando um cristal vermelho. Johan luta desesperadamente, mas é encurralado pelos Imdionach enquanto Miguel vai atrás de Lina. Johan luta desesperadamente, mas quando ele finalmente consegue se livrar dos vírus e ir atrás de Miguel ele se depara com Lina decapitada e seu coração arrancado. Miguel arrancou a “chave” do terminal dela.

Completamente destruído, Johan pega sua nave (que ele usava para ir para suas missões e pesquisar a entrada do terminal) e se isola num canto remoto da galáxia. Nisso, uma batalha colossal começa. Hordas de vírus, naves, robôs, etc e tudo o mais, saem da porta do terminal e começam uma destruição da terra e a organização também se mobiliza. Todos os agentes pegam suas naves, robôs e etc e vão batalhar. Todos eles tentam contactar Johan, mas ele está perdido em seus pensamentos e devaneios sobre Lina. E tem um capítulo que é dentro da mente do Johan, dele relembrando Lina, revivendo momentos e conversando com ela dentro das lembranças (imagine brilho eterno de uma mente sem lembranças aqui, mas sem apagar nada) e nessa conversa, ele percebe que o sonho dele era muito infantil, de ser um herói. Que um “herói” de verdade é um assassino de pessoas, que não existe um conto de fadas onde você treina e vence seus oponentes, onde você consegue proteger todo mundo. Ele vê que entrou num campo de guerra pensando ser uma história de ficção-fantasia com final feliz, mas a realidade é que ele ainda era fraco.

Então ele decide descobrir o porquê da morte de Lina. Ele sai pro meio da batalha em sua nave-robô e acaba entrando em muitas batalhas contra vírus e generais (e até alguns membros da sua organização). Ele está determinado a entrar no terminal e descobrir o porque daquilo tudo. Logo após ter uma batalha surreal contra o “general” samurai (ambos lutam usando uma nave-robô, estilo macross), ele finalmente chega até a porta do terminal e quando ele vai entrar… tudo fica escuro e o primeiro livro termina.

Prelúdio

– Eu acho que vou embora…

Kousuke estava incomodado. Seu casaco o esquentava além do nescessário enquanto seguia seu colega da faculdade por um corredor mal-ilunimado. As lâmpadas incandescentes transmitiam a atmosfera de um beco obscuro saído de alguma revista em quadrinhos, daquelas que retratam vigilantes vestidos de preto em uma eterna luta contra os vilões mais degenerados da cidade. As paredes de alvenaria exibiam uma mistura de desenhos (ou seriam palavras?) ininteligíveis pichadas em seus tijolos, alternados com pôsteres de bandas saídas do porão de alguma casa num bairro mal-frequentado. No caminho até aquele local extremamente hostil – pelo menos para Kousuke – ele havia pisado numa poça de água e agora seu pé esquerdo congelava enquanto seu pescoço se enchia de suor.

Ele ajeitou seus óculos e tentou se lembrar de como ele havia se metido naquela situação. Kousuke sempre fora uma pessoa quieta. Seu modus operandi no campus era “evitar problemas”. Ele falava apenas o necessário para absorver o máximo de suas aulas. De uma aula para outra, da classe para a biblioteca e então para seu quarto, onde ele estudava mais um pouco, antes de dormir, Kousuke mal tinha contato com o que a sociedade caracterizava como “amigos”. Ele gostava do bibliotecário da faculdade, no entanto. Era um senhor que também não falava nada além do nescessário, sempre com um semblante fechado e o nariz enfiado em algum volume gigante de alguma prateleira bem empoeirada. Kousuke simpatizava com aquele bom senhor.

Seus três anos de faculdade haviam passado sem nenhuma complicação e isso era uma causa para orgulho. Nenhum trote, saídas para beber, festas, encontros… Paz. Isso não significava que ele não escutava o que falavam sobre ele pelas costas. Quando se é silencioso, escutamos muito mais do que as pessoas pensam. Mas Kousuke gostava dessas fofocas. “Ele é estranho.”, “Que nerd…”, “Coitado, não tem amigos.”, “Ele precisa se tratar…”. Tudo indicava a mesma coisa: Sua paz iria continuar sem perturbações.

Kousuke gostava de ter controle em sua vida. Ele gostava de seu relógio de pulso, de quartz suíço, que reinava seu dia-a-dia. Ele gostava do menu da cafeteria da faculdade, que nunca havia mudado desde que ele se mudara para o campus. Ele gostava de ter um quarto só dele, embora fosse num prédio extremamente velho e úmido, um dos mais antigos do campus. Ele gostava da loja de conveniências que ficava a exatos 8 minutos de distância do seu prédio – onde ele comprava a sua marca predileta de bolinho de chocolate, um bolinho ao final da noite, sempre.

Kousuke não gostava de pessoas. Pessoas, ao contrário do seu relógio, do menu da cafeteria e dos estoques de sua loja de conveniências predileta, eram imprevisíveis. Interações que começavam com um “tudo bem?” poderiam terminar de milhares de maneiras possíveis, muitas das quais Kousuke frequentemente imaginava e temia. Interações sociais, no entanto, eram um mal necessário para se manter o equilíbrio divino que havia conquistado. Kousuke se permitia pequenas interações – na cafeteria, na loja de conveniências, na biblioteca, com os professores – para que sua paz continuasse. Ele enxergava isso como um sacrifício em prol de um bem maior e se planejava o melhor possível para lidar com quaisquer empecilhos e imprevistos. Por três anos, ele nunca perdeu o controle. Então um garoto chamado Gustavo apareceu e destruiu a paz que havia permeado sua vida até então.

Gustavo era um aluno de intercâmbio vindo do Brasil, para estudar mecatrônica na mesma faculdade de Kousuke. Em sua primeira aula, ele trancou seus olhos no garoto japonês e sem hesitar o coagiu a uma longa e desconfortável conversa sobre como a cultura japonesa era impressionante e as animações japonesas o inspiravam – humilhavam esses filminhos da  disney e a indústria americana, por favor – e a música de lá e a comida que era “umai” e depois disso Kousuke não conseguia mais ouvir nada, apenas as paredes invisíveis de seu castelo, seu reino de paz, se quebrando.

Gustavo era como um agente do mal para Kousuke. Ele insistentemente o procurava em todos os lugares, chegando ao ponto de conspurcar o mais sagrado local da faculdade, a biblioteca. Gustavo apresentava outras pessoas para Kousuke, que não sabia o que fazer a não ser esboçar um sorriso amarelado e inclinar a cabeça, um costume que havia absorvido de seus pais. A paz não existia mais para Kousuke e a faculdade havia virado um grande complexo de prédios, pessoas e objetos com um objetivo: Tortura. Desesperado, ele arquitetou meios de se desvencilhar daquela pessoa desagradável, a ponto de trocar horários de aulas, mudar seus hábitos alimentares e suas atividades acadêmicas, mas nada parecia funcionar. Após alguns dias, Gustavo reaparecia com seu sorriso brilhante, sua voz excessivamente alta e o contato físico – argh, o contato físico. O ápice do caos era quando Gustavo colocava o braço por cima do pescoço dele, como se eles fossem melhores amigos e começava a falar de alguma coisa sem nexo.

E foi exatamente assim que ele foi parar num corredor mal-iluminado. Logo após as aulas e a sessão de estudos na biblioteca – que haviam acontecido sem a intromissão de Gustavo – o brasileiro chegou, justamente quando estava se dirigindo para seu prédio velho e úmido, para o único lugar que ainda não fora profanado pelo agente do mal.

– Kousuke!

O torpor se espalhou por seu corpo e o desespero tomou conta de sua cabeça, acelerando seu coração e o fazendo suar. Gustavo começou a falar sobre um show de bandas underground que estava acontecendo na cidade e uma das bandas tinha uma vocalista japonesa e você precisa ir comigo e eu não vou aceitar um não como resposta e vamos agora, para chegarmos lá a tempo e quando Kousuke se deu conta, ele estava num lugar escuro e desconhecido, com os olhos arregalados, seguindo debilmente as costas de Gustavo, navegando por corredores duvidosos e cruzando com pessoas de aparências obscuras.

Eles haviam chegado num grande portão de ferro, onde um grande homem sem cabelo e vestindo um terno preto servia de porteiro para os corajosos que ousassem atravessar o portão.

– Eu realmente gostaria de ir embora…

-Então, o nome dessa banda é super louco, Kou! Algo como… hã… ten… tengam toppus.. largus… É um nome gigantesco, mas é japonês, deve ser super da hora! E eles…

– Por favor, vamos voltar?

-… vão começar a tocar exatamente agora, olha que coincidência!

– Gus-Gustavo…

– Parece que é o primeiro gig de verdade dessa banda, porque eles vão ser a primeira banda a tocar–

Kousuke então, fez algo que ele nunca havia se permitido fazer.

Ele perdeu o controle.

– GUSTAVO!

O aluno de intercâmbio imediatamente parou de falar, assustado, pelo grito de seu colega e amigo, normalmente tão calmo e calado. Alguns dos punks que estavam perto os encararam com ar de desdém e então voltaram para seus cigarros.

– Kou… você tá legal?

– Eu… Eu não estou legal. Eu não quero estar aqui. Eu não quero continuar aqui. Eu vou embora.

Logo após o vômito verbal e emocional, um pequeno silêncio se seguiu, onde Gustavo olhou desconfortável para o lado, com uma expressão machucada. Kousuke, para sua surpresa, se sentiu mais desconfortável ainda pela expressão de dor daquele garoto insuportável. Ele não entendia aquelas interações. Como uma pessoa pode agir de maneira tão egoísta e malévola e ao ouvir uma reclamação, se mostrar machucado e inocente? O sangue de Kousuke fervia enquanto calafrios passavam por suas costas. O silêncio estava ficando insuportável.

– Ahn… Desculpe, Kousuke. Eu não queria te causar nenhum problema. – Gustavo começou então, a falar, de maneira desconcertada, olhando para o chão.

– Eu pensava que você também ia gostar. Eu queria muito ver esse show…

– Você… Não me conhece, Gustavo.

– Eu… Tem razão. Me desculpe…

Mais um silêncio pairou entre os dois, enquanto o barulho atrás do portão de ferro aumentou consideravelmente.

– Eu… só queria alguma companhia para ver o show comigo.

Silêncio.

– E você é meio que meu único amigo…

Gustavo se calou novamente, mostrando-se arrependido e triste. Aquilo bagunçou ainda mais sua cabeça. Por um breve momento, ele pesou os prós e contras, arquitetou possíveis saídas, ensaiou conversas e ponderou a situação. Então, dando um longo suspiro, ele disse que poderia assistir a uma música com ele, mas que depois ele gostaria que Gustavo o levasse de volta para a faculdade.

O brasileiro olhou para ele e abriu um sorriso genuíno e o abraçou, o que foi um pequeno momento de terror, mas que ele iria aguentar – ele disse a si mesmo – pois em breve ele iria se livrar dessa situação de uma vez por todas. Apenas mais um pouco, ele recitava dentro de sua cabeça como um mantra, e eu não vou mais precisar passar por nada disso. Um último sacrifício para o fim desse pesadelo.

Os dois se dirigiram para o portão e Gustavo entregou os ingressos para o homem de terno, que em troca, abriu o portão para um mar de gente e som. Kousuke sentiu o impacto das caixas de som em seus ossos e pensou se ele realmente havia feito uma escolha sábia em ir em frente com essa idéia de escutar apenas uma música.

O som estava alto. Tão alto que ele não escutava mais nada do que Gustavo falava, embora o garoto gesticulasse euforicamente. Havia muitas pessoas e o local era relativamente pequeno para comportar tanta gente, forçando os dois alunos a se esgueirar pelo mar de gente, tentando chegar perto do palco. A tarefa não foi tão difícil assim, no entanto. Muitas pessoas pareciam não estar animadas com a banda que estava começando a tocar. No palco, um homem negro de rastafári dedilhava um saxofone em uníssono com um uma garota punk na bateria e um homem alto e careca, de terno, que tocava um baixo. A guitarra estranhamente fazia o com de uma citarra – talvez algum efeito sonoro – sendo dedilhada por outro homem alto, com o cabelo arrepiado.

Eles haviam navegado até a frente do palco, mas não havia vocalista. Os músicos continuavam tocando uma música que aos poucos começava a ressoar com a platéia. Kousuke e Gustavo sentiram que estavam sendo levemente pressionados contra a grade do pequeno palco. Havia um microfone bem em frente a eles, mas ainda nenhum sinal de alguém que fosse usá-lo. O som da citarra foi substituído por uma guitarra com distorção e a música continuava a aumentar, em volume e ritmo.

Kousuke sentiu algo estranho. Ele notou que a música estava afetando a todos presentes. Todos eles começaram a prestar atenção ao show, como se algo estivesse prestes a acontecer. Por um momento, ele jurou que as luzes diminuíram e tudo começou a se mover em câmera lenta.

Então, sem que ninguém percebesse, alguém estava em pé, em frente ao microfone, olhando para a platéia em silêncio. Era uma garota de cabelos castanho escuros, olhos puxados, usando um bolero por cima de uma blusa vermelha que caía como um vestido e uma calça cargo marrom presa por um grande cinto. Seu cabelo estava preso por uma fita que combinava com sua blusa e ela observava a todos na platéia.

Lentamente, a garota desamarrou o laço da fita e seu cabelo se derramou pelos ombros e parte de seu rosto. Ela amarrou a fita no microfone e observou todos por mais um momento. Apesar da música alta, era como se o silêncio tivesse tomado conta de tudo. Então ela olhou nos olhos de Kousuke e olhando pra ele, ela começou a cantar.

Com a primeira palavra, a misteriosa garota dominou a todos. A euforia tomou conta da platéia, que vibrava com a música e pulava euforicamente. Apenas uma pessoa não pulava. Ele apenas assistia mesmerizado à ela, enquanto cada célula de seu corpo parecia absorver a música que entrava pelos ouvidos, olhos, pele e coração.

                Baka na furi itsumade shite? / Até quando você vai se fingir de bobo?

Kousuke estava preso em admiração. Alguma coisa começou a bater forte dentro dele. Ele percebeu que era seu coração. Ele batia mais forte do que os gritos à sua volta. Ele estava indefeso e algo começou a acontecer dentro dele.

                Sono VEERU hayaku nugina yo! / Arranque logo esse disfarçe!

Era uma sensação estranha. Parecia que sua pele estava descascando e algo enorme estava sendo puxado de dentro dele. Ele começou a sentir que flutuava, de tão leve que estava. E pairando, a música continuava a dissolvê-lo, até restar apenas a alma.

                Hontou no anata misete… / Mostre-me quem você realmente é…

Kousuke não sentia mais os empurrões nem sentia calor, mesmo ainda estando com seu casaco. Havia apenas ela,  num palco iluminado, abrindo a vida dele em frente a seus olhos.

                Yarikirenai ima no mama ja! / Você não pode continuar com essa farça para sempre!

A multidão foi ao delírio. Kousuke fechou os olhos e chorou.

Ele só recobrou a consciência quando estava na porta de seu quarto. Ele não se lembrava o que havia acontecido após o fim da música. Não fazia idéia de como havia voltado para casa nem como as coisas ficaram com o estudante de intercâmbio. A única coisa que ficou indelevelmente marcada em sua memória era o olhar da garota misteriosa, que enxergou quem ele realmente era.

Kousuke, abrindo a porta, se perguntou quem ele realmente era. Em poucos minutos, ele havia adormecido em sua cama, ainda com seu casado e seu tênis molhado, afundando num sonho longo e profundo sobre uma garota que abriu seu coração.

Lar Doce Lar

Alguns dias depois de chegar em Brasília, conhecer a congregação e desempacotar um pouco da mala, era hora de achar um lugar para chamar de lar. Esta seria a primeira vez que eu e o Rodrigo, meu colega de quarto, iríamos procurar um lugar pra viver. Alguns amigos deram dicas de sites de imobiliárias e outros lugares onde poderíamos encontrar locais bons e ainda não sabíamos em qual cidade-bairro procurar. Como Samambaia tem a fama de ser um pouco perigosa e o nosso território envolve metade do Distrito Federal, nossa idéia era morar em alguma cidade-bairro que fosse dentro do território mas ao mesmo tempo que nos permitisse ir para o Plano de maneira fácil. E novamente, sentimos em primeira mão o amor dos nossos irmãos daqui de Brasília!

Miguel e sua esposa Nádia (o Miguel é irmão da Sandra, que praticamente nos adotou), assim que souberam que estávamos procurando um lugar, perguntaram se nós não gostaríamos de ficar no apartamento em que eles estavam antes de se se mudar para onde estão vivendo atualmente e assim, ao invés de terem que guardar toda a mobília do apartamento num depósito, nós cuidaríamos dela para eles e não precisaríamos comprar muita coisa para nós.

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O apartamento do Miguel e da Nádia

Na sexta a Sandra nos levou para conhecer o apartamento e nós gostamos bastante dele. Não era pequeno demais, estava bem mobiliado, era um apartamento bem simpático. Eu e Rodrigo já estávamos quase certos de que provavelmente ficaríamos ali, mesmo com o condomínio sendo um pouco mais caro do que nós gostaríamos de pagar. Mas uma outra irmã do grupo de inglês de Samambaia também havia oferecido uma casa para aluguel e nós decidimos dar uma olhada lá também.

Quando vimos a casa, quase nos apaixonamos por ela. Era bem grande, com três quartos, uma garagem/varanda enorme e novinha. O aluguel também era um pouco mais barato que o apartamento, com o único revés de ser longe do metrô. Mas tinha um ponto de ônibus perto que funcionaria bem para nós. Após pensar por um tempo e conversar com outros irmãos, decidimos alugar a casa.

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Rodrigo ajudando na mudança

Então fizemos uma proposta para o Miguel e a Nádia. Que tal se, ao invés de levar todos os móveis do apartamento deles para o depósito, levar para nossa nova casa? Nós cuidaríamos da mobília, eles não teriam que pagar um depósito e nós não iríamos gastar dinheiro mobiliando a nova casa. Eles gostaram da idéia e marcamos um dia para a mudança. Ajudamos a empacotar, embrulhar e desmontar tudo que havia no apartamento e ajudamos a carregar o caminhão – fomos até elogiados pelo motorista, dizendo que nós não enrolávamos no serviço!

Miguel nos ajudou a montar os móveis dele na nova casa e no dia seguinte, o dono da casa que estamos alugando perguntou se nós não gostaríamos de um fogão. A mãe dele estava com um fogão parado em casa e nós poderíamos usá-lo. Em apenas um fim de semana, tínhamos uma casa com sofá, rack de tv, geladeira, mesa, estantes, pia, fogão e dois microondas!

Ainda faltam algumas coisas para ajeitar na casa (até o presente momento ainda não temos uma máquina de lavar) mas uma enorme parte dos gastos que nós prevíamos ter foi providenciada pelos nossos queridos irmãos de Brasília e Samambaia. Parece até exagero, mas Jeová tem ajudado até além do necessário com a nossa mudança.

Mas a melhor parte ainda está para ser contada… Como é o campo por aqui? Logo logo iremos contar algumas experiências super interessantes!

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Nossa sala!

Desventuras em Brasília I

Lá estava eu, olhando para um céu ensolarado, com o pão de açúcar no fundo. Meu vôo para Brasília era daqui a meia hora e a qualquer minuto iríamos entrar no avião. Me despedi mais uma vez da vista magnífica do Rio e olhei o celular uma última vez. Ainda não haviam novas mensagens. Coloquei o celular no “modo avião” e entrei na aeronave que me levaria para meu novo lar por pelo menos um ano. Eu estava bem tranquilo, mas na verdade, era para estar super nervoso. Porque?

Faltavam menos de dois dias para minha mudança definitiva para Brasília quando eu descobri que a hospedagem em Brasília havia acabado de furar. Não havia ninguém para encontrar no aeroporto e muito menos algum lugar para ir. E agora? Malaquias 3:10 nos diz que se trouxermos a décima parte para Jeová, ele abre a comporta dos céus e derrama uma benção até que não falte mais nada. Provérbios 3:5 diz para confiar em Jeová de todo o coração e não no nosso próprio entendimento. Nesse último mês estes dois textos se mostraram verdadeiros e eu gostaria de compartilhar um pouco dessas experiências com vocês!

Desde que eu havia falado sobre Brasília com minha família, minha avó havia perguntado se eu poderia visitar alguns amigos da nossa família que moravam na cidade. Eu disse que sim, embora eu próprio não os tivesse conhecido tão bem. Só lembrava que essa família de Brasília tinha nos visitado a vinte anos atrás no Rio de Janeiro. Minha avó me passou o número da Sandra, que foi amiga de infância do meu pai e assim que ela soube que a hospedagem havia furado, ela disse que iria dar um jeito e me avisava amanhã.

Quando cheguei em Brasília ela estava lá esperando. Eu fui até a casa da família dela, onde conheci a Gabriela, que é até hoje uma grande amiga dos meus avós (e ainda tem sotaque português) e uma grande família calorosa que me acolheu de braços abertos, mesmo apenas conhecendo meus avós e pai. Sandra também me avisou que ela tinha um apartamento que ela iria alugar em breve na área norte de Brasília, mas que se eu quisesse, eu poderia ficar lá por um mês até eu achar um lugar para mim e meu colega de quarto. À noite, a Sandra me deu carona até o apartamento, junto com alguns apetrechos, como uma panela, travesseiro, lençol, talheres e outras coisas.

Quando estava embarcando no avião para Brasília, não sabia aonde iria dormir naquela noite. Mas Jeová providenciou, por meio de uma família muito querida, mais do que eu precisava!! Naquela noite, eu fui dormir impressionado com o amor cristão da nossa organização e agradecendo muito a Jeová pelas provisões que ele providenciou em um período de tempo tão curto… Mas as aventuras de Brasília só estavam começando.

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Gabriela e Sandra
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O apartamento provisório

The North (Part I)

When people say Japan, what comes to your mind?

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Probably most of whatever we thought about is located in the Kantō (green) or Kansai (dark blue) region in Japan. That’s where Tokyo, Kyoto and Osaka, three of Japan’s most famous cities, are located. But of course, not all is limited to these regions. They have beautiful scenery and hot springs in Kyūshū (grey), in Chūgoku (orange) you can find the famous city of Hiroshima and also a boat ride that goes to Busan in South Korea, Shikoku (purple) has amazing temples and traditions and Chūbu (light blue) has mount Fuji!

But what about the north of Japan? Maybe two things might come to mind when this region is mentioned: Fukushima, the unfortunate prefecture that suffered greatly because of a tsunami and a nuclear reactor breakdown; and Sapporo, one of Japan’s most famous beers. Maybe for natives, they can even think about skying in Hokkaido. But the truth is: little is told about the north.

Isn’t it enough reason to be madly curious with such a mysterious part of a country you love and desire to know? Why nobody talks about the north of Japan? Is it boring? Is there absolutely nothing worth talking about? In the Japan guide I bought some years ago there’s so little about the north! Even in sites, most of the advertising goes to “mid-to-south” Japan.

In my trip, because of lack of money and time, I wouldn’t have the opportunity to see all of Japan. I would have to choose between south (awesome views, fantastic places, exquisite food and touristic attractions) or north. The mysterious north that I knew almost nothing about. And even less than a day back from Seoul, after a warm welcome party that involved japanese karaoke, takoppa (literally, a party where you eat a lot of takoyaki) and playing Smash Bros. thru the night, I boarded the train bound for Aomori.

Aomori prefecture (meaning blue forest), of all the prefectures of Tōhoku (yellow, in the north of Japan, along with Hokkaidō, red on the map), was the one that attracted me the most. It was the farther north of all the prefectures, it had old castles from the Tokugawa periods, it had mt. Iwako, a mt. Fuji of the north, if you will. And I had only three days to uncover the secret of that mysterious north.

That was the start of the three days that showed me a side of Japan unbeknownst to foreigners.

[to be continued…]

Pulchritudinous

He couldn’t believe it. That was of the utmost ludicrous situation that no one would have ever believed, were he to magically find a way back to his own time period. Or at least, it looked like something from far off into the unknown years that were to come from his now obsolete perspective of reality.

He did a mental exercise to better understand his current situation. He had just gotten of the carriage and was walking towards his good acquaintance’s mansion, for the ball he was invited to attend. At merely few steps away from the entrance, a quaint piece of colorful paper caught his vision, right next to his foot.

Motivated by an inscrutable curiosity that was never ever present in his thoughts, he bent down and picked the small piece of paper. As soon as he looked up, a big, round white man, bald, with black pajamas (for surely, one could only use this attire for his own private chambers) was intently looking at him, with a disdainful look in his eyes.

“You gonna go in or what, Mr. Renaissance?”

Mystified, he had asked the big man if he by any chance would know, please, where was he and where could he go to attend the ball he had intended to go. The man didn’t understand anything and he painstakingly then explained that the ball was a place where good music could be heard, people chatted nonchalantly and usually men and women would pair up for dances. He then said that the club is in there, pointing to the door next to him. Unsure of how to proceed, he decided to meekly consent with the white man’s decision and he found himself in a dark place with really loud noises and a inexorable sort of thunderstorm, with big clouds surrounding the place and big thunders appearing, but no rain whatsoever. He noticed an enormous amount of amazingly beautiful women barely clad even for a good-night sleep. They were all in a sort of trance with the really loud noise that was hurting his head.

“Hey! Look fellas, watch out, this guy is in the wrong century!”

Some odd looking men approached him, saying things that didn’t make even the slightest sense. They noticed his gaze upon the nearly bare young women and said that he should not be afraid and try his luck, whatever was his deal with his costume and stuff. They gave him a queer small bottle that had – who would have thought – beer and thrust him in front of the most beautiful girl he had ever seen.

Suddenly, there was no noise, no thunderstorms nor people in strange trances. There was only her. She sheepishly looked at him, with a surprised glow in her eyes. Smiling, she approached him and said:

“Hey.”

Suddenly he realized he had found true love. That was the girl he wanted to marry and live with for the rest of his life, even with the particularities he didn’t understand about his surroundings. Mesmerized and deeply affected, he struggled to compose himself, while she patiently waited, chucking for his nervousness – she was perfect! – and after a few nervous moments, he decided to say just the naked truth.

“Forgive me madam, for I must inquire if you could be persuaded to listen to only one observation of mine. Although these circumstances in which we meet are barely tolerable, I dare say, for such a comment, of which I must also assure you this is no trifle of some sort, I observed you most carefully and I have come to realize you are the most pulchritudinous woman I have ever met in my life.”

What followed was a really hard slap on his left cheek. Really upset, she walked away as he kept standing there bewildered for such a reaction would be possible after such a meaningful comment. He then gulped down his beer and gave up any understanding of what really was happening.

Onsen [温泉]

Among the many different experiences we had in Japan, (which included cat cafes, crab and squid sushi, renting kimonos, strolling around Akihabara, crossing the ocean by an underground train, sleeping at a hotel without any kind of eletricity, visiting castles, cycling around kyoto, hiking and even feeding deers) the most exquisite of them all was discovering the japanese bath. The onsen.

How does it work?

First, remember to bring 2 towels. Your normal towel and a small one. Baths are separated by gender and it’s easy to know which is which. Red for ladies, blue for men. As you enter, the first room is full of shelves with baskets. That’s when you take off your clothes and deposit them there. With the big towel. Then, stark naked (with your small towel with you) you enter the bath area.

The bath area is divided in two sections: The showers and the onsen. First, you go to one of the shower booths. Most of them already have shampoo, hair conditioner and body soap avaiable. You either use the shower or the small bucket as you shower sitting on the stool. It’s common for japanese to shower themselves sitting. Take your time and rinse off all soap thoroughly.

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Now comes the onsen. With your trustworthy companion – the small towel – you walk to the big pool of hot water. And when I said hot, I mean it. It’s prudent to go in slowly because of that. It’s japanese etiquette not to let your small towel get wet in the onsen water but recently people are more relaxed so yes, if you want, you can use your small towel to cover your -ahem- you-know-what. The elderly old-school japanese folds the towel and they place it on their heads.

Next step, relax. But not for too long! If you stay for 20+ min you’ll start to get drowsy, because blood pressure gets really low. As you get out, use the small towel to dry yourself (hah, these elderly japanese know the drill, we should imitate them) and go to the first room, where you finish drying yourself and get dressed. After that, it’s like you had just woke up from a really nice sleep and your ready for everything. It’s amazing how good you feel after going to the onsen.

But a very funny experience inside this onsen-experience is that, while you’re soaking in super hot water, thinking about life, the universe and number 42, japanese people WILL approach you and start talking to you. They say that the easiest way to start a friendship with asians is either by drinking with them or going to a onsen together. Well, that’s true.

As a side-note:

These pictures are from one of the private onsen in one of the ryokans we visited. That’s why it’s small. The real onsen is much bigger (with at least 10 shower booths) but we’re not allowed to take pictures in there, obviously.

Japanese Bethel has a big onsen for the brothers working there!!

Midnight explorer

It was midnight. It was cold. It was raining. It was time.

2014-04-04 00.59.13Umbrella in hand, I submerged into a murky Tokyo. My objective: Secure “lunch” (my biological clock screamed midday) and see for myself the dream, carefully nourished for fifteen years, turn into reality. After walking some blocks, I found a street with glowing lights and entered it.

Walking in a mixture of road and pavement (as many side streets in Japan are like) I found myself looking at multiple shiny banners with incomprehensible kanji. Some had pictures and sometimes words in roman letters or katakana (an alphabet only used when spelling foreign words) and so, I could deduce a karaoke and two restaurants from that. I picked one of my two options and entered.

There were 4 persons inside. A couple sitting at the back, one lonely person sitting not to far and at the balcony, close to the entrance, sat a middle aged white collar man, looking intently at the napkins in front of him. No waiters. I stood there looking at the restaurant and, naturally, they all looked at me.

Unsure of how to proceed, i decided to sit down at the balcony (the closest chair avaiable) and double check for someone that worked there. In my scrutiny, I noted that the middle aged bussiness man kept looking at me. Returning the gaze, he smiled and waved.

Now, let me stop for a second here and tell you about the major milestone of learning a language. That’s when your skills, for the first time in your life, are put to a real test. That’s the time when you “call” on the last round and it’s time to see the cards. There is no one there to help you out. The milestone: When you have to speak in a foreign language with a native speaker. In his own country. By yourself.

The time had come.

“Kon-Konnichiwa.” – I said. The man looked at me with interest in his eyes. I continued. [My name is Ian. What’s your name?].

Then there’s the pause. That’s the time when you finished speaking and you await for acknowledgement that the native speaker understood what you said. The japanese man widened his eyes and, after a moment of surprise, he answered with his name!

Second stage: [Can you speak english?] The japanese man smiled in a yellowish expression and answered “Gomenasai… Eigo wa wakarimasen.” [I’m sorry, I don’t understand english.] Okay, let’s do this.

The following minutes I, with my poor japanese, asked him how could I order food. For my surprise (And little did I know I would be surprised not a few times in this trip) he was eager to help. He showed me a menu that has sitting on the balcony that I had failed to see. He explained the flavors of lamen and clled the waiter for me and during all that time, I could understand most of what he said.

I decided to order a portion of gyoza and a shoyu lamen. The total was ¥590 (almost 6 dollars). As I awaited my food, I tried to discretely observe how they ate their food, to see if I would do it the right way. My “lunch” was in front of me in just a couple of minutes. Time to dig in.

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The japanese man called me again. He wanted to explain the different sauces you could use in my gyoza. A really nice and helpful person. As soon as his explanation finished with lots of bows and smiles, his lamen got ready too. The food was good and the gyozas were awesome, specially with the hot sauce (not that common for japanese).

After eating, it was time again to test my japanese skills. I offered him my card with my name and e-mail. He was amazed! What succeded was a very funny conversation about international trips and foods. At some point I asked how should I pay for my meal and he shouted “Okaike!” that later I learned to be “The bill, please!”.

He left first, after once more bowing and complimenting my poor japanese. But right after I left, I saw the middle-aged bussiness man, with his suit on his head, trying to avoid the rain as he walked down the street. I didn’t think twice. I offered my umbrella and together, I went with him to where he parked his car, a few blocks away. He said many times [Not necessary!] and [Thank you very much!] and with that, he left. With a smile from ear to ear, it was about time to get back to the hotel. Then suddenly I realized that I had absolutely no idea where I was.

While accompaning the japanese man to his car, I didn’t pay attention to where I was going and on top of that, it was raining and really dark. Internet wasn’t yet enabled on my phone so google maps was not an option. I didn’t know the way back to the restaurant either. For the next 40 minutes, I roamed the streets of Shinjuku, trying to find someone to give me some information.

And finally, I found a konbini, a convenience store. They’re all around japan and are open 24 hours every day. Inside, a gentle old japanese man got a really big map and showed me how to get back to my hotel (and yes, all the information was in japanese.)

Five minutes later, I arrived at the hotel. I was soaked and indelibly amazed. I was finally in Japan.