Desventuras em Brasília I

Lá estava eu, olhando para um céu ensolarado, com o pão de açúcar no fundo. Meu vôo para Brasília era daqui a meia hora e a qualquer minuto iríamos entrar no avião. Me despedi mais uma vez da vista magnífica do Rio e olhei o celular uma última vez. Ainda não haviam novas mensagens. Coloquei o celular no “modo avião” e entrei na aeronave que me levaria para meu novo lar por pelo menos um ano. Eu estava bem tranquilo, mas na verdade, era para estar super nervoso. Porque?

Faltavam menos de dois dias para minha mudança definitiva para Brasília quando eu descobri que a hospedagem em Brasília havia acabado de furar. Não havia ninguém para encontrar no aeroporto e muito menos algum lugar para ir. E agora? Malaquias 3:10 nos diz que se trouxermos a décima parte para Jeová, ele abre a comporta dos céus e derrama uma benção até que não falte mais nada. Provérbios 3:5 diz para confiar em Jeová de todo o coração e não no nosso próprio entendimento. Nesse último mês estes dois textos se mostraram verdadeiros e eu gostaria de compartilhar um pouco dessas experiências com vocês!

Desde que eu havia falado sobre Brasília com minha família, minha avó havia perguntado se eu poderia visitar alguns amigos da nossa família que moravam na cidade. Eu disse que sim, embora eu próprio não os tivesse conhecido tão bem. Só lembrava que essa família de Brasília tinha nos visitado a vinte anos atrás no Rio de Janeiro. Minha avó me passou o número da Sandra, que foi amiga de infância do meu pai e assim que ela soube que a hospedagem havia furado, ela disse que iria dar um jeito e me avisava amanhã.

Quando cheguei em Brasília ela estava lá esperando. Eu fui até a casa da família dela, onde conheci a Gabriela, que é até hoje uma grande amiga dos meus avós (e ainda tem sotaque português) e uma grande família calorosa que me acolheu de braços abertos, mesmo apenas conhecendo meus avós e pai. Sandra também me avisou que ela tinha um apartamento que ela iria alugar em breve na área norte de Brasília, mas que se eu quisesse, eu poderia ficar lá por um mês até eu achar um lugar para mim e meu colega de quarto. À noite, a Sandra me deu carona até o apartamento, junto com alguns apetrechos, como uma panela, travesseiro, lençol, talheres e outras coisas.

Quando estava embarcando no avião para Brasília, não sabia aonde iria dormir naquela noite. Mas Jeová providenciou, por meio de uma família muito querida, mais do que eu precisava!! Naquela noite, eu fui dormir impressionado com o amor cristão da nossa organização e agradecendo muito a Jeová pelas provisões que ele providenciou em um período de tempo tão curto… Mas as aventuras de Brasília só estavam começando.

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Gabriela e Sandra
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O apartamento provisório

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